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Guillaume de Machaut – O Maior Compositor Medieval
Guillaume de Machaut – O Maior Compositor Medieval
Guillaume de Machaut – O Maior Compositor Medieval

A Lenda das Amendoeiras em Flor

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 Música medieval

Guillaume de Machaut – O Maior Compositor Medieval

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Instrumentos medieval

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Bejís Medieval: El traje de los músicos en el S.XII

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Desenvolvimento da música
Desenvolvimento da música

 

 

Introdução

 

Durante toda a história da evolução humana sempre existiu uma busca pela cura dos males do corpo, da alma e do espírito. Sempre norteada pelas crenças disseminadas em cada período histórico, as noções e conceitos de saúde e doença foram se modificando e moldando com o passar do tempo. A música sempre teve um papel fundamental na cultura e na vida de todas as civilizações, por isso, se faz oportuno um passeio por toda essa evolução da música através dos tempos.

 Pensando na música da pré-história pode-se ter uma ideia da evolução da música nos primeiros grupos humanos, partindo dos estudos de sítios arqueológicos onde foram encontrados fragmentos importantes da arte rupestre, em cavernas, com figuras que parecem tocar instrumentos, cantar e dançar. Entretanto, mesmo levando-se em consideração todos os registros de que se tem conhecimento, ainda é tarefa difícil definir, com precisão, a cronologia do desenvolvimento musical da época.

É difícil afirmar com precisão, por exemplo, se a música vocal surgiu antes ou depois das batidas feitas com bastões ou com os movimentos corporais. Roland de Candé (2001), em seu livro História Universal da Música, propõe uma sequência de eventos:

1) Antropoides do Terciário – surgimento das batidas com bastões e da percussão corporal.

2) Hominídeos do Paleolítico Inferior – ênfase nos gritos e na imitação de sons da natureza.

3) Paleolítico Médio – começa a se desenvolver o controle da altura, da intensidade e do timbre da voz humana. Este período culmina no desenvolvimento das demais funções cognitivas e no surgimento do Homo sapiens, há cerca de 70.000 anos.

4) Há cerca de 40.000 anos surgem os primeiros instrumentos musicais que imitavam os sons da natureza. É neste período que a linguagem falada se desenvolve e o canto começa a ganhar força.

5) Entre 40.000 anos e aproximadamente 9.000 a.C. – surgem os instrumentos mais trabalhados, feitos de pedra, madeira e ossos, a exemplo dos xilofones, tambores e flautas. Neste período, encontra-se um dos primeiros registros da arte musical na gruta de Les Trois Frères, em Ariège, França, que mostrava um homem tocando flauta ou uma espécie de arco musical. Pintura esta que teria sido produzida por volta de 10.000 a.C.

6) Neolítico – período a partir de 9.000 a.C., sugere a criação de membranofones, cordofones e os primeiros instrumentos afináveis, a partir do desenvolvimento e aprimoramento de ferramentas.

7) Cerca de 5.000 a.C. – era do desenvolvimento da metalurgia, que evidenciou a criação de instrumentos de cobre e bronze, com execução mais sofisticada. Surgem as primeiras civilizações musicais, com sistemas próprios de escalas, melodias e harmonias.

Já na civilização grega, a palavra música, mousikê, significa "a força das musas", em referência às ninfas que, de acordo com a mitologia, falavam aos homens sobre os deuses, semideuses e heróis, através do canto lírico coral, da dança e da poesia. Assim e dentro deste contexto, Clio era a musa da História, Thália era a musa da Comédia; Calíope era a da Eloquência; Erato, a da Poesía Lírica Amorosa ou Erótica; Polímnia, a do Hino Sagrado. Terpsícore, a da Dança, Urânia, da Astronomia e Astrologia; Melpômene, da Tragedia; e Euterpe a musa da Música (CANDE, 2001, p. 35).

Para os Gregos a música tinha outra conotação, outro sentido muito mais amplo do que tem atualmente. A Mousikê era toda a cultura envolvida na arte e tratava da educação da alma, sempre presente nas manifestações culturais, nas festas, na religião e em todo o âmbito social do povo grego. É lamentável que poucos documentos desse período tenham chegado até os nossos dias com exceção de alguns tratados teóricos escritos por filósofos gregos. Aristóxeno de Tarento escreveu em 320 a.C. um tratado científico sobre o ritmo, que ainda influencia o ensino da música até os dias atuais.

Para os gregos a música era tão importante quanto sua própria língua. Era a forma de expressão capaz de influenciar e modificar a natureza moral dos homens, exaltando as qualidades dos cidadãos, promovendo a ordem, reafirmando a dignidade, orientando a capacidade de decisões, mantendo o equilíbrio da vida em sociedade. Para Platão a música expressava as relações entre as progressões musicais e os movimentos da alma. As formas de expressão rítmicas, melódicas e poéticas eram determinadas por normas que conduziam o individuo à essência desses princípios. (CANDE, 2001, p. 38)

A Doutrina do Ethos tratava do equilíbrio dos componentes rítmicos, melódicos e poéticos e defendia que esta sincronia representava um fator determinante na influência da música sobre o caráter humano. A junção e a sincronia desses elementos é que determinavam a força e a influência da música sobre a formação do caráter do indivíduo. A doutrina do Ethos defendia que a música tinha o poder de agir diretamente sobre o estado de espírito das pessoas, induzindo à ação e fortalecendo ou enfraquecendo o equilíbrio mental (CANDE, 2001, p. 39).

No Estado grego a música se apresentava como um forte agente para a organização da sociedade, sendo que as regras eram estabelecidas e fiscalizadas pelo Estado, nunca ficando a critério dos artistas. A música era um requisito fundamental na educação de todos os cidadãos gregos, pois através dela se direcionava a conduta moral e social de cada indivíduo, preparando-o para cumprir o seu papel perante a sociedade. A música evidenciava a relação entre as progressões musicais e os movimentos da alma, tendo como principal função a busca do equilíbrio da alma (CARPEAUX, 2001, p. 57).