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Guillaume de Machaut – O Maior Compositor Medieval
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A Lenda das Amendoeiras em Flor

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 Música medieval

Guillaume de Machaut – O Maior Compositor Medieval

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Instrumentos medieval

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Bejís Medieval: El traje de los músicos en el S.XII

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Música na antiguidade
Música na antiguidade

Música na antiguidade

 

 

 

Introdução

Contudo, há poucos registros, somente as descobertas arqueológicas nas regiões onde as primeiras civilizações musicais se estabeleceram. Na Ásia central, no vale do Jordão, na Mesopotâmia, Índia, Egito e China, a iconografia dessas regiões é rica em representações de instrumentos musicais e de práticas relacionadas à música. Os primeiros textos destes grupos apresentam a música como atividade ligada à magia, à saúde, à metafísica e até à política destas civilizações, tendo papel frequente em rituais religiosos, festas e guerras. As cosmogonias de várias destas civilizações possuem eventos musicais relacionados à criação do mundo e suas mitologias frequentemente apresentam divindades ligadas à música.

Dentre os povos que habitaram a Mesopotâmia na antiguidade, os Sumérios foram os que mais se destacaram culturalmente. De origem incerta, este povo estabeleceu uma civilização próspera há cerca de seis mil anos.  A rica cultura de Sumer floresceu e influenciou, por mais de três mil anos, os povos da Ásia Central, como os Assírios, Cananeus, Egípcios, Fenícios, Babilônios e Hebreus. A música exercia papel importante nos ritos solenes ou familiares. Não foram encontrados registros de um sistema de Notação Musical, mas alguns documentos cuneiformes datados dos séculos (XVIII a.C.) Atestam a existência de uma elaborada teoria musical.

Trabalhos de tradução publicados pelo padre Gurney e Marcele Duchesne-Guillemin entre 1963 e 1969 revelaram que estas tábuas cuneiformes tratavam de um sistema de afinação para uma lira de nove cordas e, por extensão, permitiram estabelecer que os sumérios possuíssem além das escalas pentatônicas mais usuais, uma Escala Diatônica de sete sons. Foram encontrados, também, vestígios de diversos instrumentos avançados para a época: uma harpa de cordas percutidas (ancestral do piano), flautas de bambu e de prata, liras de cinco a onze cordas, uma espécie de alaúde de braço longo e uma harpa com coluna de apoio (por volta do Século XXV a.C.)  Ainda na mesopotâmia, Os assírios deixaram vasta documentação de sua cultura musical na forma de pinturas, esculturas, baixos-relevos e textos literários.

Os músicos tinham papel proeminente na sociedade e são mais reverenciados que os sábios.  A música, para este povo, era associada ao poder e os músicos dos povos conquistados sempre eram poupados e levados até as cidades assírias para que sua arte pudesse ser absorvida. Este é o primeiro povo que se tem notícia a formar grandes orquestras que podiam chegar a 150 componentes entre cantores e instrumentistas.

No Egito, na época do Império Antigo, entre a III e X Dinastias, c. 2635 a 2060 a.C. A música egípcia viveu seu auge. Muitas representações mostram pequenos conjuntos musicais, (com cantores, harpas e flautas) e inscrições coreográficas descrevem danças realizadas para o Faraó. Acredita-se que este tenha sido o período de maior florescimento da arte musical egípcia. No Império Médio (XI a XVII dinastia) conjuntos maiores e até orquestras são representados. Entre os instrumentos, há harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (oboés), trombetas, tambores e crótalos. No Império Novo (XVIII a XX dinastia), estes instrumentos se aperfeiçoam. A música passa a ter papel ritual e militar. Os instrumentos que foram achados nas escavações das pirâmides não estavam afinados, não se pode dizer se os egípcios possuíam uma teoria musical mais profunda. Aparentemente entre os egípcios os músicos não gozavam do mesmo status que tinham entre os sumérios, muitos afrescos mostram músicos sempre ajoelhados e vestidos como escravos. Com a queda do império egípcio, devido às sucessivas invasões, a música do Egito passou a ser influenciada pelos gregos e romanos, perdendo totalmente sua independência.

Entre hebreus e judeus, é possível reconstruir história da música graças às escritas religiosas. Embora haja referências à música entre os descendentes de Adão, é provável que a música do povo hebreu só tenha conhecido seu desenvolvimento pleno e independente após o reinado de Davi (c. 1000 a 962 a.C.).

Antes disso, o povo hebreu era composto de tribos nômades e provavelmente sua música sofreu influências de todos os povos com que conviveu, como os caldeus, babilônios e egípcios. Somente após a fixação das 12 tribos em Canaã (c. de 1250 a.C.) É que a música hebraica pode conhecer um desenvolvimento próprio. Não há registros que trate da teoria, escalas, estilos ou documentos sobre organologia. Os textos do Antigo Testamento estão repletos de relatos sobre instrumentos e sua utilização religiosa ou em festas. Entre os instrumentos mais utilizados estão instrumentos de sopro como trombetas e trompas, como o shofar, flautas, oboés, os de percussão como os tambores, sistros e crótalos, os de cordas como liras, cítaras e harpas. Na Índia, a civilização pré-ariana tornou-se prospera e é provável que uma cultura musical própria tenha se desenvolvido. Contudo possivelmente com influências da Mesopotâmia. Embora os Vedas (escritos entre 1500 a.C. E 500 a.C.) documentem a importância religiosa da música na civilização indiana e forneçam extensa informação mitológica Nenhum documento ou informação precisa sobre como seria essa música foi encontrado. Pouco se sabe sobre a música da Índia antiga.

 A mitologia hindu diz que Shiva ensinou a música aos homens há cerca de 6 mil anos. No entanto, os achados arqueológicos demonstram que é pouco provável que uma civilização sedentária tenha se estabelecido no vale do Indo antes de 2500 a.C. Após a invasão muçulmana a música passou a ser feita seguindo dois sistemas principais: o do norte (hindustani) e do sul (karnático). Na Índia a música possui muitos modos, que comportam indicações de intervalos exatos, ornamentados, estilo de ataque das notas para formar uma entidade, apresenta uma expressão e um estilo definidos.  Diferentemente do sistema ocidental de música, o sistema hindustani divide uma oitava em 22 intervalos, permitindo assim uma grande variedade de sons.

Na china, os músicos tinham um papel social respeitado e os instrumentos musicais tiveram grande desenvolvimento Vários instrumentos de cordas (liras e cítaras) bem como o sheng (órgão de boca com palhetas livres) já existiam no Terceiro milênio a.C. O sistema de escala chinês com 85 escalas diferentes (sistema Lyu), baseado em tubos diapasões que fixam as relações de intervalos foi criado no reinado de Huang-Ti (2698 a.C. a 2598 a.C). Este sistema continua em uso até hoje com pouquíssimas alterações. Não se sabe se houve um sistema de notação, pois um decreto imperial em 212 a.C. ordenou a queima de todos os livros. Para a civilização ocidental, a Grécia foi talvez o país mais importante para o estabelecimento das bases culturais, científicas, morais e éticas, os gregos foram o primeiro povo a tratar metódica e seriamente das relações interpessoais que devem reger o convívio entre as pessoas. Em uma época em os fenômenos naturais não podiam ser explicados, e não havia regras para o relacionamento entre suas diversas tribos, os gregos foram os primeiros a criar uma base mitológica e religiosa para nortear o comportamento das pessoas.

A noção do Bem e do Mal passou a ser conhecida e obedecida por todos, a partir do conceito de que todos pagariam por seus atos após a vida, estabelecendo o conceito da punibilidade eterna, o que levou os humanos a temerem a condenação e se respeitare o Bem passou a ser o paradigma a ser alcançado. Por outro lado, os fenômenos naturais passaram a ser entendidos como uma Ordem Superior, dirigida por deuses com poder absoluto sobre todos, Também a Grécia foi o local onde primeiro o ser humano começou a pensar sobre a razão da vida, sobre as Religiões, Deuses, sobre a Moral, a Ética, o Universo, o Cosmos, o Prazer, etc.

As artes começaram a ser prestigiadas, a Estatuária e a Arquitetura atingiram um alto grau de desenvolvimento. Os filósofos e suas Escolas eram procurados por todos em busca do Conhecimento. O brilho da civilização grega iluminou quase todos os países que se formavam. A simbiose entre a Mitologia e a real História Grega sempre intrigou e encantou aqueles que se interessam pela caminhada da Humanidade. Mas foi entre os gregos que a música foi adotada com arte, além disso, a música grega influenciou a música romana, transmitindo sua influência à música medieval através da teoria, com suas escalas, modos e noções de harmonia.

A música entre os antigos gregos era um fenômeno de origem divina, e estava ligada à magia e à mitologia, além disso, registros diversos indicam que a música era parte integral da percepção grega e de como o seu povo teria vindo à existência e de que continuava a ser regido pelos deuses. A música invariavelmente era usada nos ritos religiosos, nos jogos olímpicos e Pítios, nas festas cívicas, nas atividades de lazer, subsidiando outras formas de arte. Curiosamente, eles tinham uma distinção da sonoridade das notas que os tornavam mais avançados que outras sociedades na música. Por exemplo, já produziam instrumentos que possuíam a distinção do som menor que um semitom, de acordo com (Buhumil med, 1996 p.30) coma pitagórico, procede do grego Koma é a nona parte de um tom, nome que se refere ao matemático e filósofo da Antiguidade Pitágoras, é o intervalo micro tonal definido como a diferença entre um Intervalo e outro. Apótoma pitagórico que é um intervalo de 2187/2048, cerca de 113, 69 cents Matematicamente isto resulta em 23,46 cents (cerca de um quarto de semitom).

O grande teórico da música grega antiga foi Pitágoras, considerado o fundador de nosso conhecimento de harmonia musical.  Nenhum músico teve tanta importância no período clássico quanto Pitágoras. Desde a antiguidade, muitas civilizações perceberam que um corpo em vibração produz sons em diferentes frequências. Os gregos há mais de seis mil anos já estudavam este fenômeno através de um instrumento experimental, o monocórdio Conforme conta a lenda, Pitágoras foi guiado pelos deuses na descoberta das razões matemáticas por trás dos sons depois de observar o comprimento dos martelos dos ferreiros.

A ele é creditado à descoberta do intervalo de uma oitava como sendo referente a uma relação de frequência de 2:1, uma quinta em 3:2, uma quarta em 4:3, e um tom em 9:8. Aplicando estas razões ao comprimento de fios de corda em um instrumento chamado monocórdio, foi possível determina matematicamente a entonação de todo um sistema musical. Os pitagóricos viam estas razões como governando todo o Cosmos assim como o som, e Platão descreve em sua obra, Timeu, a alma do mundo como estando estruturadas de acordo com estas mesmas razões.  Para os pitagóricos, assim como para Platão, a música se tornou uma natural extensão da matemática, bem como uma arte. A matemática e as descobertas musicais de Pitágoras foram desta forma, uma crucial influência no desenvolvimento da música através da idade média na Europa. Platão, inspirando-se em Pitágoras, Dâmon e Sócrates, encontrou algumas contribuições da música na formação do cidadão grego ideal, sustentando que certos modos musicais influenciam diretamente na formação da personalidade do cidadão da república ou prejudicam essa formação. A arte em Platão se encontrava ligada as questões relacionadas à ética e a política. Vendo a instabilidade da vida política grega, o pensador percebeu a necessidade de se buscar uma melhor formação ética para a sociedade, a fim de impedir que desejos individuais não sobressaíssem nas decisões políticas vigentes. Historicamente, os modos eram usados especialmente na música litúrgica da Idade Média, sendo que poderíamos também classificá-los como modos "litúrgicos" ou "eclesiásticos". Contudo Existem historiadores que preferem ainda nomeá-los como "modos gregorianos", por terem sido organizados, também, pelo papa Gregório I, quando este se preocupou em organizar a música na liturgia de sua época.  

No final da Idade Média a maioria dos músicos foi dando notória preferência aos modos jónio e eólio que posteriormente ficaram populares como Escala maior e Escala menor. Os demais modos ficaram restritos a poucos casos, mas ainda são observados em diversos gêneros musicais. O sétimo modo, o lócrio foi criado pelos teóricos da música para completar o ciclo, mas é de raríssima utilização e pouca aplicabilidade prática. De fato, o modo lócrio existe como padrão intervalar, mas não como modo efetivamente, visto que a ausência da quinta justa impede que haja sensação de repouso na tríade sobre a nota fundamental.

Por outro lado, tanto a música erudita quanto a música popular do século XX (marcadamente o jazz) acolheram o uso da quarta aumentada (ou quinta diminuta), pois a tensão proporcionada pela dissonância pode ser aproveitada com finalidades expressivas. Os modos baseiam-se atualmente na escala temperada ocidental, mas inicialmente eram as únicas possibilidades para a execução de determinados sons. Desde a antiga Grécia os modos já se utilizavam caracterizando a espécie de música que seria executada. Os modos, bem definidos então, eram aplicáveis de acordo com a situação, por exemplo: se a música remetia ao culto de um determinado deus deveria ser em determinado modo, e assim para cada evento que envolvesse música. Com o temperamento da escala e a estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente a sua importância, visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi possível classificá-los dentro dos conceitos "maior e menor”. Com o uso de frequências determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música juntamente com a harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreensão do campo harmónico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais. Devido ao uso do temperamento igual na música moderna não mais estabelecemos diferença entre bemol e sustenido na escala cromática, há, então, ainda mais restrição para o emprego de modos na música, senão como elemento teórico.